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Plano de investimento

Data de publicação 13/12/2011

 


A primeira decisão de tipo estratégico que há que traçar é a da situação, considerada em muitos casos vital para a viabilidade de um projecto e que condicionará no futuro o desenvolvimento do mesmo.

Em ocasiões, e dependendo da actividade, não tem especial relevância a situação.

Noutras ocasiões, as características técnicas do produto, a natureza do serviço, a tecnologia e muitas outras razões fazem com que a localização da empresa seja um factor importante. Às vezes são decisões das Administrações (subvenções, infra-estruturas, etc.), as que condicionam a localização da empresa.

Entre os factores de localização que há que avaliar estão os seguintes:

  • A proximidade com o mercado objectivo.
  • A proximidade às matérias primas.
  • Custo de transporte.
  • Oferta de mão de obra qualificada.
  • Existência de boas vias de comunicação.
  • Nível de equipamento da zona.
  • Possibilidade de ter empresas auxiliares nas proximidades.
  • Previsão de futuras ampliações.

Uma vez determinada a localização da empresa, há que determinar a natureza e características dos activos imobilizados necessários para o desenvolvimento da actividade.

A empresa não se confronta com uma só alternativa de investimento, mas sim com várias com características diferentes, pelo que é necessário um estudo das características técnicas, custo de aquisição, gastos operativos, vida técnica, etc.

Outra das decisões a realizar neste ponto é determinar se devem ser adquiridos bens novos ou usados. Para a escolha/eleição deve-se ter em consideração três factores: o preço, as condições de utilização e as possíveis subvenções pela aquisição de novos activos.

Também há que escolher se é preferível comprar ou alugar os diferentes conceitos de activo. Esta decisão tem um carácter económico-financeiro, que inclui considerações de carácter fiscal. Não convém esquecer neste assunto, a componente estratégica de optar por ter a prioridade dos bens ou unicamente o direito de uso dos mesmos.

A estrutura dos activos fixos que formam a empresa, sejam novos ou usados, é a seguinte:

Imobilizado material

São investimentos que a empresa realiza e que se materializam em bens móveis ou imóveis tangíveis que não se destinam à venda ou transformação.

Tem um período de duração superior a um ano e a sua deterioração ou contribuição para o processo produtivo materializa-se através de amortizações anuais (à excepção dos terrenos).

Dentro deste capítulo estão:

Terrenos

  • Edificações e construções
  • Trabalhos de planificação, engenharia do projecto e direcção facultativa
  • Gastos e investimentos de serviços
  • Urbanização e obras exteriores
  • Escritórios e laboratórios
  • Serviços sociais e sanitários do pessoal
  • Armazéns de matérias primas
  • Edifícios de produção
  • Edifícios de serviços industriais
  • Armazéns de produtos acabados
  • Outras construções

Instalações:

  • Instalações eléctricas em geral e especiais
  • Instalações de climatização, Geradores térmicos, Instalações de G.L.P., etc.
  • Instalações de água em geral e especiais.
  • Instalações de segurança e higiene
  • Equipamentos de medida e controlo.
  • Outras instalações internas

Maquinaria e ferramentas:

  • Maquinaria de processo
  • Ferramenta e utilização

Elementos de transporte interior

  • Mobiliário e equipamento
  • Equipamentos informáticos e de processamento da informação
  • Elementos de transporte
  • Outros imobilizados materiais

Imobilizado imaterial/não material

São investimentos ou elementos patrimoniais intangíveis que a empresa tem com carácter estável e que são susceptíveis de ser valorizados economicamente.

Dentro deste capítulo os mais frequentes são:

  • Gastos de investigação e desenvolvimento.
  • Concessões administrativas.
  • Propriedade industrial.
  • Fundo de comércio.
  • Aplicações informáticas.
  • Direitos de trespasse.


Gastos amortizáveis

São aqueles gastos em que se incorre até ao começo da actividade. Formam parte deles os gastos de primeiro estabelecimento e os gastos de constituição. Têm consideração de gastos pluri-anuais e por tanto susceptíveis de ser amortizados anualmente.

Os mais comuns são os advogados, notários, registos, etc., ligados à constituição da personalidade jurídica da empresa.


Imobilizado financeiro

Constitui-o fundamentalmente:

  • Investimentos financeiros permanentes.
  • Cauções e depósitos.
  • Investimentos financeiros em empresas do grupo.

Investimento em capital circulante

O investimento vinculado ao ciclo de exploração da empresa denomina-se capital circulante, e determina o volume de recursos financeiros que um projecto necessita ter de forma permanente para fazer frente às exigências do processo produtivo.

Período de maturação é o tempo que transcorre entre a aquisição das matérias primas e a cobrança do produto das vendas, e determina, com outros factores, o volume de fundos necessários para o capital circulante.

Também se pode dizer que o capital circulante é o activo circulante menos o passivo circulante.

Nas (partidas) que costumam conceituar como circulante destacam-se:

Activo circulante

  • Caixa e bancos.
  • Clientes, devedores e efeitos a cobrar.
  • Existências de matéria prima.
  • Existências de produtos semi elaborados.
  • Existências de produtos terminados.
  • Investimentos financeiros a curto prazo.

Passivo circulante

  • Fornecedores e credores
  • Efeitos a pagar
  • Antecipação de clientes
  • Empréstimos/Financiamentos a curto prazo.
  • Impostos a pagar.
Notícias de emprego

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