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A primeira decisão de tipo estratégico que há que traçar é a da situação, considerada em muitos casos vital para a viabilidade de um projecto e que condicionará no futuro o desenvolvimento do mesmo.
Em ocasiões, e dependendo da actividade, não tem especial relevância a situação.
Noutras ocasiões, as características técnicas do produto, a natureza do serviço, a tecnologia e muitas outras razões fazem com que a localização da empresa seja um factor importante. Às vezes são decisões das Administrações (subvenções, infra-estruturas, etc.), as que condicionam a localização da empresa.
Entre os factores de localização que há que avaliar estão os seguintes:
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A proximidade com o mercado objectivo.
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A proximidade às matérias primas.
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Custo de transporte.
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Oferta de mão de obra qualificada.
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Existência de boas vias de comunicação.
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Nível de equipamento da zona.
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Possibilidade de ter empresas auxiliares nas proximidades.
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Previsão de futuras ampliações.
Uma vez determinada a localização da empresa, há que determinar a natureza e características dos activos imobilizados necessários para o desenvolvimento da actividade.
A empresa não se confronta com uma só alternativa de investimento, mas sim com várias com características diferentes, pelo que é necessário um estudo das características técnicas, custo de aquisição, gastos operativos, vida técnica, etc.
Outra das decisões a realizar neste ponto é determinar se devem ser adquiridos bens novos ou usados. Para a escolha/eleição deve-se ter em consideração três factores: o preço, as condições de utilização e as possíveis subvenções pela aquisição de novos activos.
Também há que escolher se é preferível comprar ou alugar os diferentes conceitos de activo. Esta decisão tem um carácter económico-financeiro, que inclui considerações de carácter fiscal. Não convém esquecer neste assunto, a componente estratégica de optar por ter a prioridade dos bens ou unicamente o direito de uso dos mesmos.
A estrutura dos activos fixos que formam a empresa, sejam novos ou usados, é a seguinte:
Imobilizado material
São investimentos que a empresa realiza e que se materializam em bens móveis ou imóveis tangíveis que não se destinam à venda ou transformação.
Tem um período de duração superior a um ano e a sua deterioração ou contribuição para o processo produtivo materializa-se através de amortizações anuais (à excepção dos terrenos).
Dentro deste capítulo estão:
Terrenos
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Edificações e construções
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Trabalhos de planificação, engenharia do projecto e direcção facultativa
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Gastos e investimentos de serviços
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Urbanização e obras exteriores
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Escritórios e laboratórios
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Serviços sociais e sanitários do pessoal
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Armazéns de matérias primas
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Edifícios de produção
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Edifícios de serviços industriais
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Armazéns de produtos acabados
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Outras construções
Instalações:
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Instalações eléctricas em geral e especiais
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Instalações de climatização, Geradores térmicos, Instalações de G.L.P., etc.
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Instalações de água em geral e especiais.
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Instalações de segurança e higiene
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Equipamentos de medida e controlo.
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Outras instalações internas
Maquinaria e ferramentas:
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Maquinaria de processo
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Ferramenta e utilização
Elementos de transporte interior
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Mobiliário e equipamento
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Equipamentos informáticos e de processamento da informação
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Elementos de transporte
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Outros imobilizados materiais
Imobilizado imaterial/não material
São investimentos ou elementos patrimoniais intangíveis que a empresa tem com carácter estável e que são susceptíveis de ser valorizados economicamente.
Dentro deste capítulo os mais frequentes são:
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Gastos de investigação e desenvolvimento.
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Concessões administrativas.
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Propriedade industrial.
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Fundo de comércio.
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Aplicações informáticas.
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Direitos de trespasse.
Gastos amortizáveis
São aqueles gastos em que se incorre até ao começo da actividade. Formam parte deles os gastos de primeiro estabelecimento e os gastos de constituição. Têm consideração de gastos pluri-anuais e por tanto susceptíveis de ser amortizados anualmente.
Os mais comuns são os advogados, notários, registos, etc., ligados à constituição da personalidade jurídica da empresa.
Imobilizado financeiro
Constitui-o fundamentalmente:
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Investimentos financeiros permanentes.
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Cauções e depósitos.
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Investimentos financeiros em empresas do grupo.
Investimento em capital circulante
O investimento vinculado ao ciclo de exploração da empresa denomina-se capital circulante, e determina o volume de recursos financeiros que um projecto necessita ter de forma permanente para fazer frente às exigências do processo produtivo.
Período de maturação é o tempo que transcorre entre a aquisição das matérias primas e a cobrança do produto das vendas, e determina, com outros factores, o volume de fundos necessários para o capital circulante.
Também se pode dizer que o capital circulante é o activo circulante menos o passivo circulante.
Nas (partidas) que costumam conceituar como circulante destacam-se:
Activo circulante
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Caixa e bancos.
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Clientes, devedores e efeitos a cobrar.
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Existências de matéria prima.
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Existências de produtos semi elaborados.
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Existências de produtos terminados.
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Investimentos financeiros a curto prazo.
Passivo circulante
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Fornecedores e credores
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Efeitos a pagar
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Antecipação de clientes
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Empréstimos/Financiamentos a curto prazo.
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Impostos a pagar.
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